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O tempo voa…. nós também!

janeiro 16, 2013

Me peguei pensando neste tempo que não para de correr.
Há 5 anos estava voltando de Londres, voltando de uma viagem a uma realidade quase perdida. Em uma das lembranças que tenho de então, perguntei, quando um colega falou que estava estagiando na John Deere, “o que é John Deere?”. Hoje a mesma empresa já mudou a minha vida.

O ano era 2008, depois disso, e de me readaptar um pouquinho mais a realidade, uma outra colega de faculdade entrou no estágio da companhia americana, e quando surgida a oportunidade me indicou dizendo: a empresa é a tua cara.

Eu nem sabia que a Roberta me conhecia tão bem, mas acho que ela tinha razão. Entrei, saí, voltei, amei e odiei a John Deere por algumas vezes, e cá estou eu, cidade, contas ao fim do mês e vida mudada acompanhando essa empregadora que acabou entrou na minha vida.  E com isso, tantas coisas mais aconteceram e foram ocasionadas…

Meu trabalho foi só a base do pensamento surgido de repente, mas é incrível tudo que acontece no intervalo desse tempo que passa cada vez mais rápido. Pois pior que o tempo passar rápido, é a gente passar junto. Coisas acontecem o tempo todo, e o importante é mesmo curtir o momento e não deixar a rotina e velocidade nos distraírem dessa vida louca, vida… e o que será que os próximos 5 anos nos guardam…

Aparências…

outubro 17, 2011

Estive pensando sobre as aparências… Não assim a aparência física e tal, mas a impressão, imagem que passamos, a percepção das pessoas. Porque podemos ser muitas coisas, dependendo do momento da vida, do período do dia, do que estamos fazendo, de quem está perto, se estamos apaixonados, ou descornados, se no ambiente de trabalho, se relaxados, se entre amigos… Nossa, podemos ser tanta coisa.

Eu acho que tem gente que me acha braba, gente que ma acha dócil, responsável, sensível, desconfiada, carinhosa. No trabalho devem me achar séria, num ambiente estranho tímida, às vezes sou a palhaça, divertida, de vez em quando a calada. Tem momentos que sou hiper extrovertida e interativa. Quem teve uma relação mais próxima pode me achar a romântica. Quem me vê no dia a dia, vê a cética. Para os amigos que precisam, sou conselheira. Quem me vê na academia acha que sou baita atleta, que me vê com mais freqüência, sabe a preguiça que mora em mim. Já me chamaram de easy going, e muito fui chamada de pavio curto… são tantas Natis!

Será que as pessoas se enganam tanto a meu respeito, ou eu que sou várias? Ou ainda, a mais provável, cada pessoa tem a sua percepção sobre a pessoa a quem conhece, vê ou convive.
Sendo assim, quem nos conhece verdadeiramente?
Já fui descrita por uma pessoa que acabara de me conhecer melhor do que minha mãe o faria. Também percebi que alguém com quem muito e por muito tempo convivia ainda não tinha me entendido. Já vi gente mudar de idéia a meu respeito no segundo encontro, ou depois de anos…

Não é fantástico? Podemos ser muitos em um só. Estar numa constante mudança, evolução, conquista, conhecimento. Por isso tente sempre deixar que a pessoa realmente te veja, que saia com uma versão das positivas que tens aí dentro, e, se não sair, use e abuse da segunda chance… Da mesma forma, dê novas chances para conhecer as outras qualidades, defeitos, personalidades dentro de quem esbarras por aí… Não fique preso a primeiras impressões ou preconceitos por uma primeira frase proferida, ou piercings demais, ou podes estar perdendo de conhecer melhor boas versões de gente muito bacana!
E o mais importante, nunca cesse de te conhecer. E conhece-te através dos olhos dos outros… essa é uma tarefa que nunca está concluída!

Rompendo barreiras…

setembro 14, 2011

Ando meio perdida no real fundamento deste blog. O criei para quando fui para a Argentina, com o objetivo de contar a vida e novidades da vidinha abroad, mas na real era mais uma desculpa para expor as idéias fertilizadas nessa minha cabecinha. Tá certo que estando lá fora, seja lá onde fora seja, há muito o que contar; primeiro porque há mais tempo, segundo porque todo mundo se interessa pelo que tu tens pra contar, terceiro porque num lugar novo, tudo te inspira a post para o blog! Nossa, caminhava pela rua e as idéias saltitavam na minha cabeça como pipoca na panela…

Mas daí voltei, e essa nossa triste realidade civilizada, capitalista e rotineira, deixa a frequência de novidades baixa demais para tornar um blog interessantes… e além disso, questiono se é mesmo interessante as coisas que penso e exponho… e depois vem as preocupações de quem tá lendo isso? e a minha imagem? Não me incomoda em nada o fato de ninguém lê-lo, na boa, ele me faz tão bem só em “me ouvir”. Mas vá que esse tipo de coisa cai nas mãos de um chefe, um pegadinha, uma mãe, daí se a gente começa a pensar nisso começa a se reprimir, mesmo antes de escrever… e também tem o lance de não expor muito a minha vida, né? que é o que anda mais difícil nesse mundo cibernético onde tuuudo se encontra na internet…
Estou falando de mim para meus amigos/leitores, ou tô expondo minha vida na internet? :s

Ainda na dúvida, comento um acontecimento pessoal, talvez não tão interessante quando as aventuras portenhas. Semanas atrás fui desafiada num compromisso de trabalho. Me fez lembrar os tempos de colégio e faculdade, e a me dar conta de como na vida tudo se aprende por uma razão. Incrédula, lá estava eu de novo, me preparando, estudando, organizando slides… Da mesma forma nada fácil, mas na vida real as coisas ficam mais interessantes, nós, mais comprometidos.

Havia feito um curso preparatório para entregar um workshop. O assunto era interessantíssimo, algo de psicologia com a qual tive o privilégio de interagir e aprender. E eis que ao sair da tal preparação, fui solicitada para fazer essa entrega: Fazer o workshop para uma equipe de trabalho composta por brasileiros, mexicanos e um americano – sim, para englobar a todos o workshop deveria ser em inglês!

As barreiras a que me refiro no título do email, mesmo relacionando com as apresentações de trabalhinhos em colégio e faculdade, grandes barreiras: fazer um workshop, discursando sobre um assunto que acabará de conhecer; falar em público, e por três horas em INGLÊS!!

Até que me sai bem. O assunto interessante ajudava, dei uma descontraída e ainda pedi um feedback para o americano em relação ao idioma, ao que ele, por educação ou não, disse que estava excelente; e continuou me fazendo perguntas sobre o tema abordado.
Resultado: desafios enfrentados, conceitos compartilhados, missão cumprida!!

Altruísmo…

julho 18, 2011

Aprendi em Londres a ser egoísta. A cosmopolita e povoada cidade acaba por nos mostrar que lá (pelo menos) cada um está por si, por mais que conheçamos muita gente e façamos um montão de amigos lá…na hora que a gente fica doente, perde o emprego temporário por alguém um pouquinho mais disponível, ou tem que tomar uma decisão difícil, se dá conta que precisamos aprender a nos cuidar sozinhos.
Também, o que esperar de um bando de gente que deixa suas famílias, lares, e amigos na cidade natal para cair no mundo? Uma atitude egoísta, que exige sua devida responsabilidade.

No meu caso específico, deixei pra trás 6 apoios, que me deixavam segura o suficiente para jamais sentir a dor da queda, tamanhos colos que deveria atravessar para chegar até o chão. Atitude corajosa, e nada fácil. Ir se dando conta de que lá, diferentemente, ninguém vai segurar tua mão na dor, ajudar no tema, dar uma carona, ou passar a mão na cabeça.

E essa fui eu desde então, alguém que pensa por si só, sabe se virar, faz o que quer, quando convém… ajuda quando tá afim, sai antes do choro das crianças, participa só da parte boa… essas coisas, feio, né?

Mas tenho me sentido mais altruísta ultimamente, encontrando com a Nati de antes de Londres, e isso dá uma sensação tão boa!! Não sei se é o meu trabalho que faz isso… meu trabalho são pessoas. O reflexo direto dele, não é que a empresa ganhe dinheiro, e sim que as pessoas dentro dela estejam bem (para então, renderem dinheiro à companhia, mas falava em objetivo direto). Deve ser por isso que me sinto tão bem fazendo o que faço. Fazer o bem para os outros é muito bom. Chega a ser egoísta se pensarmos que ser altruísta faz muito bem a nós mesmos. Louco, né?

Mas enfim, já não sei se o objetivo aqui é falar de mim, da sensação momentânea que tive, ou o quê, mas concluo com um brinde ao altruísmo. E a fazer bem as pessoas, essas que por si só me fazem tão bem também, porque sem pessoas ao meu redor, para me acompanhar, ensinar, aprender, ajudar, conhecer, abraçar, rir, conversar… eu nada seria!

Blush na paleta…

maio 29, 2011

Nunca me dei muito bem com a maquiagem… ela lá, eu aqui…
Houve a época da revolta, a favor da naturalidade, ser eu mesma sem intervenção de criações humanas, hehe. A fase de não saber se maquiar também, certamente.

Minha primeira lição foi quando um dia, estávamos reunidas na casa de uma amiga, só mulheres, e ela começou a se maquiar… já com olhar crítico, perguntei para que se maquiar ali, na própria casa e com amigas “de casa”, ao que ela respondeu, “estava me sentindo feia, não é pra isso que serve maquiagem?”
Beleza intelectual que me dê licença, mas ela estava coberta de razão.

Passada a implicância adolescente, nessa fase de fotos, eventos, formatura, fui presenteada com uma amiga perita no assunto. Ela fez uma transformação aqui na pessoa que vos fala, na preparação pra fotos para a formatura e demais momentos necessários, e daí descobri: Maquiagem é uma arte!

Fernanda, quem fez comigo o que vêem nas fotos, é uma artista de lápis, blush e rímel na mão, sabe ao certo como transformar e melhorar o rosto de uma mulher!! E a verdadeira naturalidade feminina que me perdoe, mas como faz bem!!
Costumo achar também que o tempo faz muito melhor para as mulheres (reparem nas mulheres a sua volta, com o passar dos anos elas ficam mais confiantes, alegres, seguras, e bonitas… a maturidade, claro, e uma porcentagenzinha de créditos ao patrocínio da Lamcôme, Boticário e Avon – não que eu esteja comparando com os homens e seus menos cabelos e maior circunferência abdominal) e confesso, não sei se foi o avançar dos anos, mas me rendi à maquiagem! Não que diariamente aja como uma “moça do Renner” com muitas cores e grossa espessura de reboco na cara, longe disso, ainda sou o mais natural possível no dia-a-dia com pozinho e rímel, mas no dia de se sentir mais bonitinha tenho um prazer danado de me dedicar e treinar as práticas ensinadas pelas professoras da vida (adoro como mulher divide experiências, conhecimento, produtos de maquiagem e acessórios). E pior, vicia!!
Cito uma outra amiga, essa mais jovem e de longe que profetizou a seguinte frase: “a vaidade é um caminho sem volta!”. Outra amiga, coberta de razão!!
Depois que nos sentimos lindas sem olheiras, espinhas e ruguinhas disfarçadas, não existe mais vida ao natural… queremos ser lindas sempre, ou pelo menos, nos eventos sociais mais relevantes ou noturnos.

E assim, rendida, mudo o meu discurso. Maquiagem é tudo de bom, e apenas um artifício para salientar a beleza natural que cada mulher carrega em si, com suas dores, amores, experiências e ilusões. Um toque de beleza que pode variar, graduar e o melhor, voltar a bela naturalidade com água e sabão… quer dizer, um bom demaquilante, que os produtos são de qualidade! :P

E chega o frio ao estado sulista…

maio 16, 2011

Sempre digo que o que mais gosto de Porto Alegre são as estações do ano. Há a variação durante o ano, enjoamos de tanto calor, vem o frio, quando não aguentamos mais bater o queixo, as flores começam a aflorar e vem o calor para suar os cidadãos distraídos pela rua.

Claro que, verdade seja dita, há muitos dias que abrangem as quatro estações; o início e duração dessas temperaturas não necessariamente seguem o calendário solar; e é muito fácil ser pego desprevenido pelas tardes da cidade… chuvas repentinas, calorão ao meio-dia, brisa minuana geladinha no fim da tarde… Estejam preparados!! Efeito cebola neles!
Ainda assim, gosto da cidade, e da variação nos termômetros.

Neste momento que, ainda que não saibamos por quanto tempo fica por essas baixas temperaturas, nos convencemos que o verão foi-se embora até o próximo fim de ano, e começamos a fazer aquela história que você, morador de centro-oeste a norte brasileiro, desconhece: “baixamos as roupas de inverno”, guardadas fora do nosso alcance durante o período quente do ano, não só pela organização e praticidade de nossos armários, mas  também porque não aguentamos ver tanta lã no calorão que faz nessa Porto Alegre em janeiro… affgh!

Mas aí que temos a chance de renovarmos o guarda-roupa. Não, não digo em sair às compras conforme a estratégia de marketing mundial. Isso, aliás, não é nada meu perfil, ir as compras… mas enfim, trocamos as vestimentas. E vamos combinar, por algo que nos deixa muito mais alinhados e chiques. Ah, o ar europeu brasileiro! Quem nunca vestiu um casaco 7/8 e um par de botas e agradeceu ao inverno, ao olhar-se no espelho, por existir e te deixar divino!

Mas além do prazer de vestir-se melhor e esconder todas as gordurinhas extras ganhadas na última páscoa e no comer bem que o inverno também guarda, o ato de “baixar as roupas de inverno” (imagino que a expressão venha do fato de que coisas que não usamos muito fiquem no maleiro do armário, sabe as portinhas de cima, que só alcançamos com visibilidade com uma escadinha auxiliar; ou no tato) também traz aquelas gostosas sensações de: “Ai que saudade de usar esse casaco!”, “Bah, nem me lembrava que tinha esse blusão”, “que maravilha finalmente usar as botas compradas em liquidação no final do inverno passado!”

Então, antes de reclamar para pular da cama de manhã por causa do frio, lembre-se de todas essas vantagens da estação e desfrute! Que venho o inverno. Seja bem-vindo com todo seu charme, lareira, cachecol e chocolate-quente!!

Hidroginástica…

maio 3, 2011

Já que a idéia desse blog sempre foi contar minhas histórias inusitadas, prioritariamente nas viagens, não tem porque não contar as inusitadas daqui também.

Pra contextualizar… há alguns anos sei da importância do exercício físico na vida da pessoa. Sempre me matriculo na academia – sem freqüência regular, nem peso na consciência. Acabo de formar na faculdade e estou naquele ano de “ufa, desocupada de noite”.

Recebi o convite para participar como amostra para um estudo de uma tese de doutorado. Jovens entre 18 e 28 anos (x), não fumante (x), sedentárias (humm… tá, vai – x), seriam reunidas para um treino de 12 semanas de hidroginástica. Pertencente a classe procurada, me coube avaliar os benefícios/desafios… Eu nunca pagaria para fazer hidroginástica, coisa de mulherzinha, ou ginástica de velha. Eis a chance de provar do exercício de gracinha. Sedentária é forte para me enquadrar, mas vamos combinar que nunca fui regular… neste caso serei obrigada a ser fiel e comprometida ao projeto, sem faltar! Com as noites livres sem faculdade, essa pode ser até uma chance para o impacto não ser tão grande… Fora que se está contribuindo com a ciência!! Topei!

Fez-se a maratona! O que não esperava era a bateria de testes e medidas feitas antes do treinamento (óbvio, né? como eles avaliariam o antes e o depois sem isso). Mas foram duas vezes de tudo, pra garantir (aqui caberia aquele smile com os olhinhos revirando pra cima). Peso máximo, taxa de gordura, ultrasson do músculo, testes com eletrodos, mapas dos pontos analisados, teste de esteira, freqüência cardíaca na água (repararam no meu nível de conhecimento de nomes técnicos, hehe). Enfim, deu pra cansar de ir na ESEF antes mesmo de começar o treino.

São 30 gurias, separadas em 2 grupos, metade fazer exercício aeróbico depois de força, as outras o inverso. A idéia do estudo é avaliar o resultado nas duas seqüências…
É engraçado de observar… de maiô e toca somos todas iguais! Mas há a particularidade nas tatuagens, as que falam a linguagem de educação física com as professoras, as que comentam sobre o escritório de advocacia que trabalham, há as quietinhas, as que contam do fim de semana, as loiras, morenas, carecas, gordinhas, as com cara de conhecidas dessa Porto Alegre afora… é uma mulherada! E os papos na hora do banho? Cada história cabeluda que ouço ao som dos chuveiros ligados…

Mas assim ó, minha análise depois de 4 semanas de treino:
– baah, que puta preguiça de sair toooda segunda e quarta-feira para se enfiar numa piscina, fazer exercício, tomar banho num vestiarão e sair na friagem (agora que tá esfriando… ui, penso duas vezes onde tava com a cabeça..)
– cheiro a cloro de segunda a quinta (de sexta em diante dá uma amenizada até a próxima aula). Para tentar solucionar, alguns truques que me foram sugeridos tornam minha rotina dos dois dias da semana ainda mais sofrido… passa creme antes, creme no cabelo para não estragar no cloro, creme logo em seguida com corpo quente do banho, muita roupa para não se gripar, na saída, lavação do maiô o mais rápido possível para ele não puir-se totalmente com aquele cloro todo…
– sai-se cansado pra caramba, e o cansaço da semana também dá uma puta vontade de dar um migué e fugir da raia (literalmente neste caso), mas como qualquer exercício físico, te dá um pique, um bem estar em seguida que sai de lá, mais resistência, e se tudo der certo, um corpo mais magrinho e durinho ;)

Ainda me falta tempo de treino para ver no que vai dar… se resistirei esse inverninho na água, se surtirá grandes resultados, se contribuiremos de fato. Mas até aqui, deixo o parecer de que: exercício físico é e sempre será muito bom, obrigue-se a fazê-lo! Ajudar alguém nessa fase de dissertação pode ser bem gratificante, ainda mais com esse benefício de mão dupla. A interação com pessoas sempre vale a pena! Mesmo quando o que os une é a disponibilidade para tal participação inusitada…

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