Skip to content

Turismo em Horizontina

março 5, 2010

Estar no interior é como viajar ao exterior, só que dentro do estado. A cidadezinha é tão rica em cultura quando uma capital européia. Claro que não tô comparando! A cultura é bem diferente, mas não deixa de ser rica e nova para mim, uma guria de apartamento da capital.
Redescobri um mundo onde a porta de casa vive aberta, os terrenos não são gradeados, não é cafezinho que oferecem às visitas, é mate. Um vizinho vive na casa do outro, o marido vem do trabalho com um amigo, o primo passa com o carro que já é mais caixa de som do que carro propriamente dito. Que povo mais hospitaleiro! Passei duas semanas ininterruptas em Horizontina, e com grande colaboração, me senti em casa.
 
Um paulista também sozinho no hotel foi meu companheiro nas jantas solitárias por ali. Aliás, até nisso parece uma viagem de mais longa distância, conheci muita gente entre hotel, restaurantes e gente também “estranha” ao local, muito legal! Também uma colega de sala da empresa me levou pra dentro do seu fim-de-semana e família; fizemos jantinha de galera no apê do seu irmão, tarde na piscina do club como “convidada” – com direito a ver pai da Gisele Bünchen carteando por lá – e um almoço de família nos pais dela mais no interior ainda onde tudo tinha gosto de natural, retirado da própria horta; comemos no pátio com campos e plantações cercando a casinha… ai que delícia!
Outra colega me convidou para um mate no fim de tarde para conhecer sua casa e ver as orgulhosas fotos de viagens e sobrinhos. Um cara da empresa me levou para conhecer toda a fabrica, que é gigantesca. As conversas depois do almoço com o pessoal do setor me renderam risadas e descobertas incríveis do cotidiano interiorano…
 
O paulista do hotel queria porque queria comer churrasco de gaúcho, e assim o motorista da van que nos levava hotel-empresa diariamente fez um pra nós, ele e a esposa foram tão receptivos, e mesmo depois de um dia cheio de trabalho, nos receberam e serviram com toda dedicação. Não satisfeito o motorista esse nos levou pra “baladinha” de Hz, que consiste em um publico de 16 a 20 anos que se arruma e fica parado em um posto de gasolina, prestigiando os que apostaram um grande investimento em seu “carro/equipamento de som”, enquanto eles admirando as guriazinhas que acompanham do sertanejo ao funk o que tocar, com coreografias e tudo. Aii… Deve ser por isso que aqui eles casam tão cedo… Como casam cedo! Uma judiaria na percepção de alguém que curte tanto a vida de solteira.
 
Isso que ainda não falei no vocabulário, onde eles “pedem” e não “perguntam”, iniciam a frase com “viu”, demonstram nojo ou repúdio pela expressão “fuuuii”, denominam os inconvenientes de “azar”, incluindo pessoas, e se “emborracham” quando bebem, numa gostosa influência do espanhol. 
 
Viu, vou sentir saudade disso…
Cidade pequena: não queria vir, e agora não quero ir embora… hehe

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: