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A pratica de exteriorizar…

março 22, 2010

Na crônica da Zero Hora de hoje, Martha Medeiros falava do quanto as pessoas andam necessitando exteriorizar seus sentimentos e pensamentos. O texto sugere uma reflexão sobre a escassez de disponibilidade para escutar, ou dar atenção ao próximo, seja ele um familiar ou um mero desconhecido que passa em nossas vidas; e o volume de incompreendidos em busca de um ombro ou, que seja, um ouvido disponível. 

Parece fato de que as pessoas andam cada vez mais ocupadas, mudando valores e com menos tempo para interações pessoais, imagine então para se doar e ouvir os problemas alheios ansiados por serem expelidos. Nem vou entrar no mérito da tristeza dessas novas prioridades que a tal modernidade vem metendo a gente. Mas, talvez conseqüentemente, também é certo que cada vez mais precisamos colocar pra fora nossas idéias e inconformidades. Não sei se é uma popularização da idéia de uma consulta psicológica, onde exteriorizamos nossos problemas e só isso nos ajuda a resolvê-los (nunca fiz terapia, na verdade, essa é uma definição da minha cabeça), mas já tinha reparado como isso anda mais comum, mesmo que se frustrado, e como isso pode ajudar.

Já temos claro que falar, colocar pra fora, faz bem. Mas e se acharmos outras maneiras? Escrevendo por exemplo. Não sei se não foi isso que me motivou a criar esse blog, além de contar as coisas da viagem, incentivo inicial, ou talvez a gota d’água para o fato, aqui é um lugar que me sinto no direito de expor minha opinião, falar do que me incomoda, de coisas boas que aconteceram no meu dia, ou em filosofias sem nenhum possibilidade de acréscimo a minha vida, imagina a dos outros. Mas estou no direito, afinal só vai ler o meu blog quem quer… e se ninguém quiser, não tem problema nenhum, pois o objetivo dele já foi cumprido: eu “externar no papel”.

Mesmo antes de virtualizar o negócio, já usava e sugeria a pratica da escrita. Estava com problemas, chateada, com grandes decisões em vista, pegava o lápis e o papel e tratava de dividir com o papel tudo que continha na cabecinha. Ao final, não sei se ele (papel) se sentia agregado, ou carregado demais, mas minhas idéias já estavam mais esclarecidas e ajuizadas.

Pois fica a dica, antes de brigar pelos concorridos ouvidinhos pacientes que estão a sua volta, busque alternativas, ás vezes até mais eficazes. Aproveite a popularização dos blogs, micro-blogs, twitters e afins para colocar pra fora tudo que tens aí para dividir com o mundo. Com “platéia” ou sem ela, você só tem a ganhar…

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