Skip to content

Comer, Rezar e Amar…

outubro 10, 2010

Depois de ver o filme baseado no super best-seller americano de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar e Amar, classifico-o como “filme para pensar”.

Infelizmente não li o livro (mais ainda o farei), mas o filmezinho traz muitas mensagens. A história é de uma trintona em crise existencial que sai a procura de si mesmo pelo mundo… claro que se encontra, como também um grande amor. Mas o que realmente importa é o que não estava assim explícito.

Primeiro: dá uma vontade de viajar mega master!! Eu que achava que estava num período de sossego, mesmo depois de ouvir todas aquelas piadinhas de “e aí, pra onde tu vai agora quando enjoar de Porto Alegre de novo?”, cheguei a me imaginar revendo aquelas ruas italianas, conhecendo lugares, pessoas… viajando com outras perspectivas…

Mas entre as lições de verdade trazidas pelo filme estão as de que nossas neuras quem cria somos nós mesmos. Nós enchemos nossas cabeças com problemas, preocupações, remorsos, culpas… Fugimos do amor, ou nos refugiamos no amor (nunca sabemos o correto uso ou dosagem) para não enfrentar os problemas da vida. Buscamos aceitação na sociedade, no relacionamento, na família, mesmo que isso nos custe nossa insatisfação ou falta de autenticidade. Mudanças vêm para o bem, e as antecessoras crises vêm para que as mudanças possam acontecer. Nada é para sempre!! Amor e equilíbrio não são antagônicos, se perder às vezes é bom…

Que devemos nos encontrar todos sabemos. Indo para paraísos gastronômico, espiritual e de tranqüilidade e praias bonitas parece fácil. Mas viajar sem abrir a mente não ajuda grande coisa. O que quero dizer é que não é a viagem que nos faz nos encontrarmos. A Liz Gilbert tinha grana, tinha desprendimento e uma profissão que permitia passar um ano fora, ok, bom pra ela, foi lá e isso a fez muito bem, mas para se encontrar há vias mais fáceis e baratas, desde que tomadas com boa vontade. Conhecer-se consiste em estudar-se, curtir a própria companhia, entender a si mesmo. Exige uma boa concentração e foco, vontade de aprender quem somos e o que nos faz feliz. Ou, paciência… pois tem coisas que só o tempo para nos ensinar…

De repente o que o filme quer mesmo é ajudar aqueles que querem essa (auto-)ajuda, vendo através dele o que há no mundo a fora, como abrir suas cabeças, conhecer outras realidades… sair do conforto do seu lar, família e ambiente e descobrir o que mais há em suas mentes. Talvez ele queira dizer “você não está sozinho, tem muita gente por aí com crise de identidade!” Busquemo-nos!

Para que eu possa difundir as reflexões, segue alguns trechos do livro…

Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro ou para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma… então a verdade não lhe será negada.”

“Almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora.”

“Sorrir com o rosto, sorrir com a mente, sorrir até com o fígado (…) Podes convocar a boa energia com um sorriso.”

Anúncios
One Comment leave one →
  1. novembro 8, 2010 3:01 pm

    Terminei o livro já faz um tempinho. Confesso que ando com medo de ver o filme e acabar com essa impressão maravilhosa e, até, desconcertante que o livro me deixou.
    Pelo teu texto, parece que o filme foca bastante na viagem, e provavelmente deve ser assim mesmo, afinal é um estímulo visual, se não tiver um monte de imagens bonitas vai parecer uma coisa meio Dogville, e Deus sabe o quanto foi difícil aturar esse.
    O livro, por outro lado, incomoda. Incomoda porque vai lá dentro, naquele lugar escuro de onde saíam todas as neuroses, sentimentos ruins e ataques de pânico, e traz pra fora, discute assim, abertamente, sobre todos os medos daquela mulher. (E, sinceramente, o livro é MUITO bem escrito, daqueles que parece que estão falando com você de verdade.)
    E, com toda essa análise, quase dá pra esquecer por onde ela anda, porque, como você disse, o principal é abrir a cabeça pra essa conversa.
    Cheguei no meu terapeuta com o livro dentro da bolsa, pronta pra falar sobre ele, e o cara me olha e começa a falar sobre o livro. O caminho que ela seguiu (mesmo que em 3 países assim tão longes) é exatamente o mesmo que eu tenho feito.
    Conheci essa autora depois de ver uma palestra dela do TED. São 20 minutos, mas valem cada um. http://www.youtube.com/watch?v=86x-u-tz0MA
    Beijo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: