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Nostalgia pré-vestibular…

outubro 14, 2010

Aqui em Porto Alegre há dois ou três cursinhos pré-vestibular bem conhecidos de onde todos, pelo menos nós assim da tal geração Y, passamos. 
Quem já passou por um cursinho, pelo menos um desses 2 ou 3 de Porto Alegre, sabe que ícones são aqueles professores. Caras que tentam entrar na cabeça de um bando de adolescentes para fazer entrar nelas as matérias e macetes cobrados no temido Vestibular (não porque eles queiram o nosso bem e felicidade suprema, mas para aumentar as estatísticas do curso e, logo, eles ganharam mais dinheiro, o mundo continua podre). Só que eles fazem isso da maneira mais cômica, bizarra, repetitiva e irreverente. De forma que hoje, em uma conversa na volta da faculdade, me dei conta que ainda lembro de grande parte dos jargões repetidos naquela época – e, seguramente, até hoje.

A coincidência que mencionei é que todos na minha faixa etária conhecem uma ou outra crupe desses cursinhos, assim, acha-se um mundo em comum, com alguém que acabas de conhecer. Todo mundo lembra uma piadinha clááássica de cursinho.

Pelo menos no vestibular eu passei, né? Se não seria uma injustiça eu lembrar até hoje das charadas e apelidos e não ter alcançado o objetivo fim de tudo isso… mas é mesmo espantoso como a nosso memória pode nos surpreender de vez em quando.

Tem o professor cabeçudo, o orelhudo, o gordo, o bagaceiro, o personagem de desenho animado, aquele que pula… aquele que sempre começa a aula com a mesma frase, tem também o que repete as mesmas piadas sem graça, tem os que metem pressão. Por sinal… que fase!! 

Isso fiquei pensando, na verdade. A época do cursinho é uma fase cruel da nossa vasta experiência até então. Terminamos o colégio, aquilo que guiava nossa vidinha sem nem sabermos bem por que. Crescemos. Já não pega bem brincar por aí, mas também somos inconseqüentes para coisas mais sérias. Não temos capacidade técnica ou cabeça para trabalhar, nem para ter relações mais sérias do que pegadinhas esporádicas. E como se já não bastasse, tem o tal de vestibular, que só de falar no nome já treme a voz. A mistificação é tanta que a preparação psicológica precisa ser maior que a intelectual. Passamos o ano assim, em casa a mãe só manda estudar, os amigos em algum ponto de vista são concorrentes, a faculdade: nossa única esperança (sim, sentimos que se não passarmos no vestibular arderemos no mármore do inferno, para não dizer que seremos deserdados da família – adolescente adora um drama, hehe)

Mas quando olho pra trás, não consigo pensar nada diferente de “que tempo bom, que não volta nunca mais…”
Eu trabalhei no cursinho em troca de bolsa. Conheci tanta gente! Valorizei cada aula como nunca havia feito. Ri de cada piada, aproveitei a boa vontade de cada professor, aprendi com a experiência da secretaria (tipo que não sirvo para vendas). Não passei, ergui a cabeça e tentei de novo, mudei de opção de curso, desisti do cursinho, voltei… Tanta coisa irresponsável que só meus poucos anos permitiram…

Agora, lembrar as piadas, que nós, jovens porto alegrenses dividimos, é uma doce nostalgia desse tempo. Tempo cheio de pressão e novas responsabilidades. Quisera eu que sejam assim as lembranças das outras fases da minha vida que ainda estão por vir… Essa vida que parece cada vez mais difícil… Um dia quero olhar para trás para os dias de hoje e dizer que eu era tão boba, sem responsabilidade nem cabeça para as decisões e ainda assim, curti afú!!

E sabe qual foi a frase que iniciou essa conversa, e então inspirou o blog? Um jargão de um professor de física: “Amanhã é natal!”. Lembramos dela porque, pasmem, amanhã é natal!! 😮

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  1. Clau permalink
    outubro 15, 2010 3:50 pm

    A bem da verdade, não tenho esse feeling do tempo bom que não volta nunca mais… pq haja pressão naquele tempinho. Sem falar que enquanto no cursinho, a gente tá no meio de um limbo… pq não tá nem no colégio, nem na facul, nem trabalhando… tá no meio de tudo, em busca de algo que não se sabe se poderá ser alcançado. Ai tudo que se faz fica aquela culpinha atribulando por deveríamos estar estudando. Uff definitivamente, não é dos momentos que mais sinto saudade da minha vidinha.
    Quanto ao olhar pra trás e pensar: nossa e eu considerava aquilo um problema, como eu era bobinha, isso acho que vai acontecer sempre, não há que preocupar-se… pq nada é mais válido do que a experiência nessa vida, e aos poucos os grandes desafios vão nos provando que somos capazes de mais e mais, e ao olhar pra esses primeiros pensamos: nem era um big deal. Mais importante de tudo, ainda é o poder sempre afirmar “curtí a fú” ao nos lambrarmos de cada etapa.
    Chega senão vou ser enxotada pelo wordpress encaminhada a criar meu próprio blog pra descarregar tanta coisa. 😉

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